quinta-feira, 11 de junho de 2009

ronaldo insubstituível?

talvez, e apenas no curto prazo, mas que clube seria estúpido para recusar uma proposta destas. é a puta da loucura é o que é. e com aqueles oitenta milhões, o manchester pode bem pensar num novo modelo de jogo e em novos jogadores para servirem o clube. e, enfim, que jogador não quer jogar no manchester utd. e ser treinado pelo irascível mister ferguson? e será que ronaldo vai sentir a falta do irascível mister escocês? e como é que ele se vai entender com o kaká? hum... espero é que o barcelona de guardiola continue a bombar. e que jesus faça mesmo milagres...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

yaya, o elo mais fraco?

supostamente, ferguson vai dizer aos seus atacantes para fazerem a vida negra ao pobre do yaya touré, defesa central substituto do barcelona, na final da champions de logo. a defesa do barcelona chega em ruínas a este jogo, entre lesões e cartões que colocaram jogadores chave fora de jogo. dos substitutos, yaya touré será, supostamente, o elo mais fraco. segundo consta (por aí...), ronaldo vai jogar bem juntinho a ele, vai fintá-lo e ganhar espaço e rematar ou passar para outros arrumarem a questão. ou será que o yaya se aguenta? será que em vez deste ser o jogo do ronaldo ou do messi, vai ser o jogo do yaya? seria um curioso volte-face, mas seria também bonito ver um jogador supostamente mediano transcender-se e ser decisivo num momento como este.

sábado, 23 de maio de 2009

anacronismo

glorioso slb, glorioso...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

alex ferguson

não sei bem a história, nunca li com atenção, mas há muitos, muitos anos atrás, alex ferguson teve vida bem difícil em manchester. a equipa já não ganhava o título há umas dezenas de anos e os treinadores trabalhavam sob a pressão da vitória imediata (lembra um pouco o benfica de hoje - e se calhar, até era boa ideia deixar o quique ficar mais um ano). mas lá ganhou um troféu, uma taça, espécie de mínimo que lhe garantiu o emprego por tempo suficiente para começar a mostrar serviço. e hoje, é meio inacreditável pensar como é que alguém se aguenta tanto tempo e com tanto sucesso num mesmo clube. deparei-me há pouco com uma longa entrevista no times. podemos ler, por exemplo, elogios sinceros a frank lampard e uma lucidez assombrosa (acerca, entre outras coisas, do cristiano ronaldo).

aqui

quinta-feira, 14 de maio de 2009

sacos de boxe

há um ano, tive uma mini-obsessão pelo boxe. foi tudo muito abstracto, muito pelos livros e cinema. no centro dessa obsessão, o muhammad ali e o livro que o norman mailer escreveu sobre o 'rumble in the jungle', com o título 'the fight'. há umas semanas revi o documentário 'when we were kings' sobre esse mesmo 'rumble'. quero escrever um blogue sobre desporto e apercebo-me cada vez mais que vejo mesmo muito pouco desporto. tudo me chega pela internet, livros, cinema (mas especialmente, internet). tudo vem já em diferido. e apercebo-me também que vou sempre à procura do mesmo tipo de artigos. ontem lia um sobre um jogador do tottenham, um tal de wilson palacios, de que nunca tinha ouvido falar. ao ler o artigo, percebo logo que é daqueles jogadores de que gosto, trabalhadores, perseverantes, generosos. o irmão dele foi raptado e posteriormente assassinado e ele esperou uma noite inteira para pedir autorização ao treinador da equipa, não teve coragem de o acordar. mas como, pensei? porque é que não se meteu logo no avião? o treinador, claro está, ficou surpreendido por tamanha consideração. o jornalista que escreveu o artigo também. e eu, claro está. e imagino que grande parte dos leitores daquele artigo também. mas enfim, isto é mais uma forma enviesada de dizer que o que vou tentar pôr neste blogue será meio ao lado do desporto. cada vez mais, é isso que me fascina, as vidas que estes desportistas levam e como isso se manifesta no acto desportivo (ou como o acto desportivo reflecte quem eles são). como o muhammad ali (tinha de voltar a ele, para rematar isto), que percebeu que a única forma de vencer george foreman nesse rumble in the jungle seria servir ele próprio de saco de boxe durante vários rounds, deixar-se esmurrar pelo imenso foreman, deixá-lo cansar-se e, só aí, passar ao ataque. nos treinos antes desse combate, ali deixava-se esmurrar pelos seus parceiros de treino, criando a resistência que depois lhe permitiu ganhar a foreman. parece quase um pacto com o diabo: 'se queres ganhar, vais ter de pagar por isso...'

(para quem está interessado, o artigo sobre wilson palacios foi escrito por james lawton no jornal the independent e encontra-se aqui)

domingo, 10 de maio de 2009

o que falta ao benfica



não, a sério, é mesmo isto que falta ao benfica. um grunho destes no banco, mais três no relvado (um por cada sector da equipa). de preferência, senhores grunhos pré-histórico-medievais, com bom toque de bola e excelente sentido posicional.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

conselho de red auerbach para bill russell














"On the day [Bill] Russell was ending his last visit with [Red] Auerbach, he was walking out the door when Auerbach called to him. 'Listen, Russ,' he said. 'This is something important. When you get old, don’t fall. Because that’s the start of the end. So remember: don’t fall.'"

aqui

red auerbach foi treinador, depois director desportivo e finalmente presidente e vice-presidente dos boston celtics, entre 1950 e 2006.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

ronaldo, o arruaceiro prodigioso

é irritante, mesmo, mesmo muito irritante, desde logo com aquele sorrizinho a meio caminho entre o sacana e o malandro. há jogadores que parecem príncipes em campo (rui costa foi um desses príncipes, talvez o maior do futebol português), outros que, por muito boas jogadas que façam, têm sempre aquele ar de arruaceiro (o maradona é o rei desta linhagem do virtuoso-arruaceiro; o grande exemplo disso, a célebre mão de deus no argentina-inglaterra do mundial de 1986). nos dias de hoje, messi é o grande príncipe dos relvados e ronaldo o grande virtuoso-arruaceiro. há uns anos, o zidane, que parecia um príncipe, revelou-se como arruaceiro com aquela cabeçada no maior dos palcos, na final de um mundial e no último jogo da sua carreira. mas o zidane parecia (ou tentava) ser sempre correcto. já ronaldo, como maradona noutros tempos, alia as jogadas mais incríveis a actos bastante baixos sem qualquer pudor (faltas simuladas, provocações para a bancada e para a equipa adversária, protestos sem razão).

dito isto, acabei de ver o resumo e os golos da vitória do manchester sobre o arsenal ontem. e os dois golos do ronaldo são brutais. o primeiro, uma bomba que poucos guarda-redes no mundo seriam capazes de defender. o segundo, um contra-ataque perfeito, começado e acabado por ronaldo, que depois de correr o campo todo, consegue ainda ser mais rápido que os defesas adversários e rematar calmamente para a baliza. foi prodigioso e revelador do melhor de ronaldo: capacidade física, sangue frio e virtuosismo fabulosos.

e penso no ténis e no nadal. ronaldo é um pouco como nadal, espécie de portento da natureza que alia a técnica à força e parece nunca se deixar afectar pelo ambiente, por muito hostil que possa ser (nesta analogia, messi seria um pouco como federer, mais virtuoso e harmonioso na forma de jogar, mas também menos forte mentalmente). e torço agora que o barcelona vença o chelsea, entre outras coisas, pela possibilidade de ver ronaldo e messi frente-a-frente, numa espécie de versão futebolística dos duelos entre nadal e federer.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

hatton vs. pacquiao

"It was brutal in every way: short, painful, utterly one-sided. A left hook from hell, thrown with preternatural strength, officially will be acknowledged as the finisher..."

aqui

hatton ko




domingo, 3 de maio de 2009

acusação vermelha e branca

a culpa é do meu avô. foi ele que me levou pela primeira vez ao estádio da luz. algures no terceiro anel, vi o benfica golear e passar uma eliminatória da taça de portugal. depois disso, os meus pais também me levaram à luz. o meu pai, sportinguista, não queria que eu abanasse a pequena bandeira do benfica que tinha (se bem me lembro, oferecida pelo avô nessa primeira ida à bola). saíamos sempre cinco minutos antes do fim do jogo para não apanharmos trânsito no regresso. o benfica ganhava quase sempre e goleava muitas, muitas vezes, tantas que nem parecia natural quando os adversários passavam a linha do meu campo e lançavam um ataque. lembro-me muito do eriksson (e gostava tanto que ele voltasse para treinar o benfica), do bento tão destemido naquelas saídas da baliza, do magnusson sempre 'na mama' ao pé da baliza adversária, dos passes lindos do valdo (e depois do rui costa), do veloso capitão e de tantos, tantos outros. o porto ganhava a sua primeira taça dos campeões e nós perdíamos duas quase de seguida, com o psv eindhoven e o ac milan. já estávamos em queda livre mas ainda não o sabíamos. também me lembro muito das palavras do toni quando ganhámos o campeonato em 94. dizia ele que aquela vitória era das mais importantes de sempre do benfica. depois percebeu-se porquê. lembro-me ainda das camisas vermelhas do trapatoni, das jogadas do simãozinho, daquelas vitórias sofridas e de celebrar o último campeonato que ganhámos no marquês do pombal. no outro dia, no espn, passava a final da taça dos campeões europeus que perdemos para o manchester utd em 1968. o meu avô falava-me muito e já com alguma nostalgia dos nomes desse benfica dos anos 60: o costa pereira, o simões, o coluna, o inevitável eusébio... aquelas imagens a preto e branco mostram bem porquê. aquela equipa não deixou de lutar e de fazer jogadas maravilhosas, fazendo vacilar o incrível manchester utd de best e co., ao ponto deste pobre benfiquista, enquanto via aquelas imagens, meio perdido no tempo e no espaço, acreditar por instantes numa reviravolta. e podia estar aqui a falar do calcanhar de madjer ou de vitórias recentes, mas não, o meu avô tinha de ser do benfica. a culpa tem de ser de alguém.

destroyers...

"Even 17 victories in 18 unbeaten matches were not enough; in the 19th match, Barcelona, the last side to beat Real, arrived at the Bernabéu and beat them again. Destroyed them, in fact."

aqui

real madrid - barcelona

quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

di stefano

bobby charlton: "As soon as I saw him make his first few touches of the ball, I thought 'who is this man? He takes the ball from the goalkeeper, he tells the full-backs what to do; wherever he is on the field he is in position to take the ball, you can see his influence on everything that is happening.' Whenever Di Stefano got into any kind of decent position in midfield, it was the signal for the great winger Gento to fly. He would go at a 100 miles an hour and Di Stefano would send the ball into his path, unerringly. I had never seen such a complete footballer. In later years I would know Pele as an opponent and a friend and I learned about his greatness, but that first impact of Di Stefano crossed all boundaries. It was as though he had set up his own command centre at the heart of the game. He was as strong as he was subtle. You just could not keep your eyes off him."

lauda, ali e co.

era para ser lauda, ali e co. esteve quase, quase, quase para ser esse o nome deste blogue. mas não, no fim ficou este 'grumble in jungle' para ler assim mesmo, tropegamente, a soar já a grumbling jungle. será um pouco isso o que verão aqui, uma selva de grunhidos sobre desporto, grunhidos meus e de outros, grunhidos escritos e visuais, parados e em movimento.

é uma obcessãozinha minha. levanto-me e tomo o pequeno-almoço, frequentemente em frente do computador, quase sempre a ver sites de desporto. 'a bola', depois o 'record', depois 'o jogo', depois a secção desportiva do 'guardian'. vai em crescendo, a começar pelos boatos de novas contratações para o meu tragicamente querido benfica, a acabar com análises mais aprofundadas sobre o estado das coisas no mundo (do desporto...). e este blogue será só sobre isso, só com isso. o mundo real não entra aqui. só mesmo as vidinhas de tipos como o lauda, o muhammad ali e companhia.